Produtores rurais de Mogi das Cruzes apostam em venda direta ao consumidor.

O cinturão verde de Mogi das Cruzes, responsável por parte significativa dos hortifrutigranjeiros que abastecem a Grande São Paulo, tem visto crescer um modelo que encurta o caminho entre a lavoura e a mesa: a venda direta ao consumidor.

Feiras de produtores, entregas por assinatura e grupos de encomenda pelo celular ganharam espaço nos últimos anos. Para quem planta, a lógica é simples — eliminar intermediários significa margem maior sobre o mesmo volume colhido.

Do lado do consumidor, o apelo está na procedência e no frescor. Produtos que antes levavam dias entre a colheita e a gôndola passam a chegar em poucas horas.

O modelo, porém, impõe desafios. Vender direto exige lidar com logística, atendimento e divulgação, funções que não fazem parte da rotina tradicional do produtor. Cooperativas e associações locais têm oferecido apoio nessa transição.

A expectativa de quem acompanha o setor é que a venda direta siga como complemento — e não substituição — dos canais tradicionais de distribuição.